Dado bruto não é entrega.
Este documento existe para você saber, antes de trabalhar com a gente, como a DuData pensa, como conduz um projeto e o que espera de si mesma em cada entrega.
ManifestoExiste uma distância entre ter o dado e saber o que fazer com ele. Boa parte do mercado atravessa essa distância entregando volume: mais fonte, mais gráfico, mais slide.
A gente nasceu do outro lado. Trata dado como matéria-prima e decisão como produto final.
O que segue não é uma lista de valores. É a descrição da excelência: os códigos que governam toda entrega, o arco que todo estudo percorre, o que acontece depois que você diz sim e as quatro coisas que a gente recusa fazer, mesmo quando pedem.
Como a gente pensa
Oito princípios que valem para qualquer trabalho que sai daqui, do estudo de duzentas menções ao projeto de um ano. Cada um vem com a consequência prática para você.
Criatividade sem dado é palpite. Dado sem criatividade é planilha.
Nosso trabalho vive na costura entre os dois. Não é ciência de dados com verniz de criação, nem criação com dado de enfeite.
A pergunta vale mais que o painel.
Antes de qualquer coleta, a gente briga pela pergunta certa. É ali, e não na análise, que a entrega inteira se decide.
Rigor é a forma mais alta de respeito.
Deduplicar o corpus. Corrigir a query contaminada. Refazer quando o dado não fecha. Ninguém vê esse trabalho, e é exatamente por isso que ele importa.
Trabalhamos só com o real.
Nenhum número inventado. Nenhuma estimativa disfarçada de fato. Quando não sabemos, dizemos que não sabemos. Confiança se constrói devagar e se perde uma vez só.
A gente não entrega número. Entrega decisão.
Todo estudo termina onde você começa: no que fazer na segunda de manhã. Por isso o nosso método não para em descrever. Ele termina em encaminhar.
Toda entrega tem dono.
Não existe relatório genérico saindo daqui. Existe sempre alguém que pensou, escolheu, cortou e assinou. Trabalho sem dono é trabalho sem cuidado.
Cortar é parte da excelência.
O que fica de fora define a entrega tanto quanto o que fica dentro. Trinta e sete slides que importam valem mais que cem que ocupam espaço.
IA amplia o método. Não substitui o julgamento.
Usamos a melhor tecnologia disponível para ir mais longe, mais fundo e mais rápido. A decisão sobre o que aquilo significa continua sendo humana.
Como a gente trabalha
DECIDE é o arco que todo estudo nosso percorre, do social listening ao relatório pós-campanha. Ele existe para que a entrega não pare no diagnóstico, que é onde a maioria para.
Descrever
O que está acontecendo. Recorte, corpus, volume e o retrato do período. Ainda sem interpretação, porque misturar as duas coisas é como quase todo erro de análise começa.
Explicar
Por que está acontecendo. Gatilho, causa provável e contexto. Aqui separamos o que é sazonal, o que é reação a algo específico e o que é movimento de fundo.
Comparar
Como isso se compara. Período anterior, concorrência, categoria. Número sozinho não é bom nem ruim, só é. A comparação é o que transforma medida em avaliação.
Interligar
O que conversa com o quê. Conversa social, performance de campanha, sinal de mercado e movimento de concorrente cruzados na mesma leitura. É onde o trabalho deixa de ser relatório e vira inteligência.
Desenhar cenários
O que pode acontecer. Caminhos possíveis com implicação e grau de confiança declarado. Cenário não é previsão, é preparo.
Encaminhar decisão
O que fazer. Recomendação com prioridade, responsável sugerido, prazo e critério de sucesso. Esta etapa não é opcional e não é apêndice. É o motivo de existir das cinco anteriores.
Um estudo que termina em descrever é um relatório. Só vira entrega quando chega em encaminhar.
O que acontece depois do sim
Todo projeto novo entra pelo Método ENTRADA, a governança que a gente usa internamente para não começar trabalho mal enquadrado. Do seu lado, ele aparece assim.
Enquadramento
A pergunta de negócio antes de qualquer fonte. Se ela não estiver clara, nada depois vai estar.
Validação
Checamos se existe base para responder o que foi pedido. Quando não existe, a gente diz antes, não no meio.
Desenho
Recorte, fontes, método, formato e prazo combinados por escrito. É o contrato do trabalho, não do contrato jurídico.
Execução
Com pontos de checagem no caminho. Você vê o raciocínio se formando, em vez de receber uma surpresa no fim.
Encaminhamento
A entrega e o que ela pede de decisão. Fica registrado o que foi recomendado e sob qual critério ela deve ser avaliada depois.
Esse rito serve para uma coisa só: eliminar a chance de a gente entregar bem a resposta errada. É o erro mais caro que existe nesse trabalho, e o único que nenhum rigor de análise conserta depois.
Onde o método nasce
Sob medida, no atrito com o seu problema real. É aqui que a gente testa, ajusta e descobre o que funciona antes de qualquer um saber que funciona.
É trabalho de ateliê: pensado por pessoas, para um contexto específico, com autoria.
Onde o método dura
O que se provou vira forma durável: o Console, as ferramentas, os formatos recorrentes. Suas entregas deixam de ser arquivos soltos e passam a ser um acervo que você consulta e compara.
Não é a versão simplificada do serviço. É a versão que continua funcionando sem a nossa mão em cima.
O que a gente não faz
Uma casa se define tanto pelo que assina quanto pelo que devolve. Estas quatro estão aqui para você saber de antemão, e não descobrir no meio do projeto.
Entregar volume no lugar de leitura
Não competimos por número de páginas, de fontes ou de gráficos. Se der para responder em doze slides, serão doze.
Aceitar projeto que a gente não sabe fazer bem
Preferimos indicar quem faz melhor a aprender no seu orçamento. Repertório fechado e bem executado vale mais que catálogo largo.
Prometer prazo que não conseguimos cumprir
Coisa bem feita leva o tempo que leva. A gente combina o prazo real no começo e avisa antes quando ele muda, em vez de improvisar no fim.
Criar dependência como estratégia
Um bom trabalho nosso faz você precisar menos da gente nas perguntas simples e mais nas difíceis. Dependência não é retenção.
